Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

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Brasil

Publicada em 29/06/18 às 10:16h - 39 visualizações
POVO QUE NÃO TEM HISTÓRIA NÃO TEM PASSADO
O protagonismo local

Rádio Voz da Querencia


 (Foto: Rádio Voz da Querencia)

POVO QUE NÃO TEM HISTÓRIA NÃO TEM MEMÓRIA

Nesta edição que homenageamos os 79 anos de Emancipação Política de Canoas, nós da Coluna Minha Querência, resolvemos resgatar através da sociedade organizada, a vocação canoense, aquela atividade que os canoenses preconizavam.

Pois no dia 13 de junho, estivemos em Pelotas, por ocasião do 46ª Conversando Sobre Turismo (evento este que nós procuramos a Secretaria de Turismo de Canoas para realizar uma edição aqui em nossa cidade e o Diretor de Turismo de Canoas não demonstrou nenhum interesse, inclusive desmarcando a agenda que tínhamos, típica atitude de quem não tem nada a oferecer), pelo advento da 26ª Fenadoce.

Lá, ouvindo os painelistas, entre eles o Secretário de Cultura e Turismo do Rio Grande do Sul Victor Hugo, afirmou que a Fenadoce não seria o sucesso que é se não tivesse o “protagonismo local”, lembramos também o Secretário de Turismo e Desenvolvimento de Pelotas Sr. Fernando Estima que declarou: “Que coisa boa olhar pro passado, se a gente chegou até aqui é porque alguém empreendeu”, referindo-se a Fenadoce e aos doces de Pelotas que receberam registro de patrimônio imaterial  brasileiro.

Foi ai que me ocorreu uma dúvida, qual a vocação original canoense? E de que forma se perpetuou pelo tempo? A vocação canoense pode ser a manufatura em madeira?

Restou então uma pesquisa na história canoense. Começamos a nossa pesquisa por João Palma da Silva, no livro Pequena História:

Durante o povoamento urbano em 1874:

“...E os escravos de oficio e confiança, como estes: Antônio Corrêa, o Antonicão e família; Elias Corrêa, fabricante de móveis rústicos; Sebastião Corrêa, bom carpinteiro e o mais moço dos irmãos Corrêa, o José, o Zé da Gaita, marceneiro e fabricante de gaitas de fole; o mulato Antônio Gameleiro, fabricante e vendedor de gamelas.

Também a manufatura da canoa que deu o nome ao lugar, feito por estes escravos, que eram conhecidos como “Carpinteiros da Ribeira”.

Em 1882, (...)  A incipiente produção industrial e comercial daqueles tempos recuados,  conscistia em carnes, charque, banha, leite, cereais, frutas, gamelas e pilões

Mais tarde, já na emancipação em 1911, a fábrica de “caicos” de Francisco Antônio Leite, embarcações inventadas por ele e que lhe granjeou cartas de construtor naval; em 1917 a fábrica de móveis Silveira e Witrock; em 1944 a fábrica de harmônicos Bohn.

E quanto ao protagonismo local,citado pelo Secretário Victor Hugo, principalmente no momento que Canoas recebeu o SELO DE + TURISMO DO GOVERNO FEDERAL, qual seria?Lembramos que Santa Rita tem a “Festa do Melão”, Pelotas a “Fenadoce” e Capão da Canoa “Festa do Peixe”, e Canoas em seus 144 anos de povoamento?

Este selo coloca e obriga Canoas a se reinventar na questão do turismo, pois além de Canoas apenas outras duas cidades gaúchas receberam este selo Gramado e Canela, estamos nos holofotes do setor turístico, com olhares críticos e haverá pressões de varias formas pelo desenvolvimento de ações referentes ao setor.

Deixamos estas questões a serem respondidas pela secretária responsável e vamos continuar na busca da “vocação canoense” e principalmente para o nosso “protagonismo local”.

Por isso que continuaremos na busca de pessoas que trabalhem em manufatura em madeira, artistas como João Maximo, que tem em seu entalhe as heranças e o protagonismo dos Carpinteiros da Ribeira, pois toda esta carga cultural não acontece de uma hora para outra, mas sim uma construção feita através do tempo.

 




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